quarta-feira, 5 de junho de 2024

    SONHEI CONTIGO

A vontade que tenho é muito grande

de estar com você e te dar um abraço

no teu colo matar o meu cansoço

adormecer tu fazendo cafuné

e sonhar te amando por inteira 

seja em cama macia ou numa esteira

o comforto é a sua companhia

desfrutando da sua alegria 

me sinto um menino alegre e risonho

acordei vi que tudo era um sonho

repousava em uma cama fria


Emanoel carvalho  

05/06/2024

                                                                                                                                                         

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

                 SAUDADE
Em 28 de outubro final dos anos 90
A poesia enlutou-se quem o conheceu comenta
Calou-se a voz de um guerreiro
Partiu o Pinto do Monteiro
Ainda hoje a classe lamenta

EMANOEL CARVALHO
25/11/2016

terça-feira, 20 de outubro de 2015

MEU EU

Sou roceiro, caipira e nordestino
Esse jeitão de mim ninguém não tira
Mesmo seco o nordeste me inspira
Vejo o galo cantando no poleiro
A galinha ciscando num balseiro
Um jumento rinchando no curral
Um cachorro amarrado num jiral
Um cavalo arreado me espera
Pico a espora e me aprumo na sela
Pro forró pé de serra na tapera


EMANOEL CARVALHO
20/10/2015

domingo, 12 de julho de 2015

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

No meu tempo de menino eu brinquei de carrapeta
Botei agua de ancoreta joguei biloca e pião
Joguei bola fiz carreta de madeira e de latão
Fiz muitos cavalos de pau com arreios de cordão
Tomei banho em cacimbão que a pele ficava preta
Mãe corria atrás de mim com um cipó fino na mão
Eu corria ia pra feira ver bebo falar besteira e cuspir no pé do balcão.

EMANOEL CARVALHO
12/07/2015

domingo, 12 de abril de 2015

ÊXODO

Me mudei a muitos tempo do sertão pra capital
Não consegui esquecer o aboio do vaqueiro o xote do animal
O cultivo de sementes ou o cheiro de curral impregnado na gente
E o cão de caça atento que vigiava o quintal

As noitadas de cantorias de violas e repentes
O forró de pé de serra regado a agua ardente
As invernadas, os rios, as cachoeiras e enchentes
Da minha terra eu trouxe muita bagagem na mente
Nem chuva, sol, tempestade nem a beleza da cidade vão zerar meu consciente.

EMANOEL CARVALHO
12/04/2015




sábado, 28 de fevereiro de 2015

RESISTENCIA

Dois mil e treze e quatorze as chuvas foram falhadas
Os reservatórios secaram enferrujou-se a enxada
quem tinha rebanho bovino, quase que fica sem nada

para juntar o rebanho não precisava chicote
Bastava o gado escutar o caminhão descer o serrote
Que já sabia que vinha a carga de capim seco
Para livra-los da morte

E o nosso agricultor que cultiva para viver
Sem ter água nada brota oh povo para sofrer
É um dia passando fome outro sem ter o que comer
Mendigar é vergonhoso só Deus pra lhe socorrer

EMANOEL CARVALHO
28/02/2015

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

                        CULTURA NORDESTINA
É muito gratificante quando vejo um nordestino
mesmo sendo ele um menino, com o acordeom ensaiando
é sinal que nunca morre os talentos do meu sertão
de Sivuca, Dominguinhos e Gonzaga o rei do baião

EMANOEL CARVALHO
19/11/2014

domingo, 13 de abril de 2014

SERTÃO

Sertão de Euclides da Cunha do fanático conselheiro
Do santo do Juazeiro o padim Ciço Romão
Da era de lampião o famoso cangaceiro
Das colunas de romeiros do santo frei Damião
Das casas de taipa erguidas dentro do mato fechado
Da lamparina, do arado rasgando e cortando o chão

Sertão dos tempos passados das famosas rezadeiras
Dos trabalhos das parteiras, das colheitas de algodão
Da farinhada, do engenho, das fazendas o casarão
Das festas de padroeiros, das caçadas, dos vaqueiros
De inverno de verão das tropas de burro mulo
Da conversa atrás do muro das noites de são joão

Sertão que inspira essa gente sofrida e muito valente
Sertão de memória ardente, de cantador de repente
Sertão de inverno e fartura de povo de alma pura
Sertão de serra e caatinga de progresso e agricultura
Sertão de rios e enchentes riacho e água corrente
Sertão que tanto me inspira sertão sou tua semente,


EMANOEL CARVALHO
13/04/2014















segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O RIACHO

Da pureza das águas cristalinas dos riachos que antes me servia
Só restaram lembranças e agonia dessas águas que é hoje represada
Vendo que antigamente existia liberdade para suas corredeiras
Hoje existe em concreto uma barreira que a água ao bater fica parada
De um lado a ponte de travessia e do outro a pedra marroada
E no longo caminho que fazia teve partes que foram aterradas
Procurei liberta-lo mas não pude por ser fraco diante da grandeza
Pois é alta e larga a fortaleza onde os braços dos rios se perdiam.


EMANOEL CARVALHO
 28/10/2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

DE VOLTA AS ORIGENS


                        DE VOLTA AS ORIGENS

Minha amada hoje fez pro sertão uma viagem
Para rever uma paisagem que quando criança ia
Levar roupas numa bacia e no poço fazer a lavagem


Estranhou o ambiente achou baixa a corredeira
Viu a agua represada quebrar a força da cachoeira
O homem e o tempo mudando a sua imagem primeira

Mesmo assim não se abalou fotografou  fez filmagens
Desfrutando da paisagem a todos agradeceu
E cheia de vaidade pois foi naquelas paisagens que a poetisa nasceu

EMANOEL CARVALHO

LAMENTOS

                                  LAMENTOS
Hoje a natureza chora por falta de proteção
Madeira de lei vai embora aroeira vira mourão
Jatobá, angelim e ipê enfeitam só casarão
São transformadas em portas, escadas e corrimão

Os rios que hoje são referencia das cidades
Passam por dificuldades e por contaminação
Tem alguns trechos aterrados é o progresso avançado
Causando o maior estrago e chamam de evolução

A caça é proibida só onde a lei alcança
Em fazendas tem matança chamam de caça esportiva
A vigilância é ativa mas nunca vi algemado
Nem proprietário caçado por prática tão abusiva.


EMANOEL CARVALHO

28/01/2012

CONTRASTE

                           CONTRASTE
          
Rouxinol  faz alvorada sanhassu vem todo dia
Os bem-te-vis acompanham completando a melodia
Começam as quatro horas descansam ao final do dia
Todos cantam livremente sem por ninguém ser agredido
Pois aqui eu tenho abrigo pra todo animal que voa
Tenho água farta arvoredos espaço e comida boa
Entra dia finda dia só a noite ouço gemidos
Dos viventes sem sossego ou dos entes perseguidos
Da perturbação urbana e dos meus cães o aviso

EMANOEL CARVALHO
07/06/2012

PRESERVANDO A NATUREZA

Do sertão que fui criado
Hoje eu quero a extinção
Da espingarda de caça
Do quixó do alçapão
De arapuca e gaiola
Que aprisiona o canção

De viveiros enfeitados
Com espécies bem variadas
Que quase não encontramos
Em liberdade nas matas
Deixando despovoada
Nossa floresta encantada

Do caçador que atira
Por esporte ou vaidade
E faz questão de expor
Seu troféu pras amizades
Mesmo que pra isso deixe
Filhotes na orfandade

Queria eu hoje morar
Numa choupana na mata
Despertar ao raiar do dia
Por uma orquestra afinada
Cheiro de curral de gado
E cerca de vara trançada

EMANOEL CARVALHO

10/11/2011

ONDE ESTAIS

Onde há flores há paz
Onde há floresta há esperança
Onde há áqua há bonanza
Onde há vida há lembrança
Onde há fauna há fartura
Onde há respeito há alma pura
Onde há juazeiro há descanso
Onde há rio há remanso
Onde há produção há progresso
Onde há progresso há alegria
Onde há poeta há poesia

EMANOEL CARVALHO

21/12/2011

sábado, 15 de junho de 2013

POUCO SEI

Não entendo nada de poesia de suas regras nem tão pouco de métrica
Só expresso sentimentos e vivencias nunca disse a ninguém que sou poeta
Porém tenho meu estilo em fazer rimas e em cima de mim ninguém faz festa
A inspiração vem da natureza,vem do homem da roça, da floresta
Vem da mão calejada do matuto que desconhece a derrota e não protesta
Dos segredos da mata e seus mistérios que é parceiro do homem que a preserva.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

ADEMAR MACEDO

Ademar plantou cultura não pôde colher seu fruto
Hoje a poesia ta triste por não ter o substituto
Partiu pra eternidade deixou esse poeta de luto.

EMANOEL CARVALHO
30/05/2013

VIVA O POVO SERTANEJO



É o braço forte dessa criatura é a mão grossa que traz a fartura
É o passo longo meio atravessado e longo é o caminho que leva ao roçado
É o sertanejo bravo e de alma pura que sobrevive mesmo sem leitura
Que ama a terra que ficou marcada por água clama embaixo da latada
Que nunca teme a nenhuma emboscada vive da terra ou de quase nada
Que nunca usou de desonestidade adora o mato despreza a cidade

É o meu herói o bravo vaqueiro o caatingueiro tem sabedoria não ambiciona nem tem vaidade
A sua roupa é de algodão cru o seu sapato é couro de zebu sua peixeira fio de navalha
O seu chapéu todo mundo conhece o seu dinheiro é suficiente para atender sua necessidade
Seu dia a dia é na produção arrancando toco e brocando o chão
Mas quando chove ele tira da terra o seu sustento e o da criação
É esse o povo que eu admiro que representa a força do sertão.