domingo, 13 de abril de 2014

SERTÃO

Sertão de Euclides da Cunha do fanático conselheiro
Do santo do Juazeiro o padim Ciço Romão
Da era de lampião o famoso cangaceiro
Das colunas de romeiros do santo frei Damião
Das casas de taipa erguidas dentro do mato fechado
Da lamparina, do arado rasgando e cortando o chão

Sertão dos tempos passados das famosas rezadeiras
Dos trabalhos das parteiras, das colheitas de algodão
Da farinhada, do engenho, das fazendas o casarão
Das festas de padroeiros, das caçadas, dos vaqueiros
De inverno de verão das tropas de burro mulo
Da conversa atrás do muro das noites de são joão

Sertão que inspira essa gente sofrida e muito valente
Sertão de memória ardente, de cantador de repente
Sertão de inverno e fartura de povo de alma pura
Sertão de serra e caatinga de progresso e agricultura
Sertão de rios e enchentes riacho e água corrente
Sertão que tanto me inspira sertão sou tua semente,


EMANOEL CARVALHO
13/04/2014















2 comentários:

  1. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
    é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Minhas saudações.
    António Batalha.

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  2. Olá Emanuel...lendo esse poema me senti em casa.
    Bela descrição do meu nordeste: lamparina, rezadeiras,vaqueiros,etc.
    Até logo!

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