domingo, 25 de março de 2012

VESTÍGIOS

                  
O meu verso é igual luz de lamparina que ilumina tão pouco voce sabe
Me criei entre o sítio e a cidade em contato entre academicos e vaqueiros
Entre gente que conhece o mundo inteiro, só do sertão tenho pouco conhecimento
Andei muito em lombo de jumento, fiz cavalo de pau de marmeleiro
Toda tarde eu sentava no terreiro pra ouvir o cantar da passarada
De manhã o meu lanche era qualhada e na escola um leite de rótulo estrangeiro
Andei muito no mato sem destino admirando a grandeza do criador
Tomei banho de rio sem calor só pra sentir das águas seus carinhos
Retornando em veredas eu caminho com o consciente recheado de belezas
Então volto pra casa com a certeza que outo dia voltarei a este destino.

EMANOEL CARVALHO
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25/03/2012            

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