terça-feira, 4 de dezembro de 2012

DESEJO

Eu quero hoje deixar a praça a poluição
Voltar lá pro meu sertão rever o povo de outrora
Ouvir cantador de viola se desmanchar no repente
Curtir forró com aguá-ardente mandar atristeza embora
Penetrar de mata adentro sem preocupação com a hora
Ouvir os sons da passarada e o assovio da caipora
Descansar ao meio dia na sombra do juazeiro
Ouvir o chocalho do gado e o aboiar do vaqueiro
Adormecer ouvindo a chuva acordar sem pesadelo.

EMANOEL CARVALHO

04/12/2012
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PAZ DE ESPÍRITO

Onde existe um animal, uma planta florescendo,um pássaro em liberdade,
Um coração sem maldade, uma manhã de sol claro, uma noite enluarada,
O frio da madrugada, o alvorecer do dia, os pássaros em alegria,
O homem em harmonia mesmo sem ter companhia nem desfrutar de lazer
Sempre tem paz e prazer todo dia é diferente cuida da semente e ver o fruto crescer
Se alegra em ver brotar a flor por si cultivada cães  latindo na calçada
A chuva molhar o chão a visita do bem-ti-vi, a coleta do colibri o razante do azulão.

EMANOEL CARVALHO
16/08/2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

JUMENTO

No sertão da minha infancia despertador era o galo
O transporte era o cavalo e o jumento tinha valor
Transportava água sementes puxava cultivador
Servia de montaria, usava barril, cangalha, caçuá e arriador
Em canbitos transportava lenha, cana-de-açucar e capim pra o gado comer
Todo ano tinha uma cria foi de muita serventia lhe garanto pode crer.

Hoje vive abandonado deixou de viver no mato perdeu a sua função
Vive solto nas estradas em pistas movimentadas sem nenhuma proteção
Mas muito contribuiu para o desenvolvimento e o progresso do sertão
Tinha muita eficiencia no transporte de alimentos e na colheita do algodão
Nas feiras sempre se via servindo de montaria ou preso em um mourão
Faz pena faz dó se ver quem tanto serviu você não ter o valor de um tostão.

EMANOEL CARVALHO
10/08/2012



terça-feira, 24 de julho de 2012

PAIXÕES

Aminha maior paixão, minha eterna namorada
É uma noite enluarada, é o verde do meu sertão
Chuva que castiga o telhado é o cheiro de chão molhado
É o poleiro é o galo é o boi manso sem chocalho é o bater do pilão
É a lavoura segura anunciando a fartura é a vida a renovação
É o cheirinho de café ao amanhecer do dia o vaqueiro que assovia rebanhando a criação
É o cachorro ligeiro amigo fiel, verdadeiro que nunca o deixa na mão
É a feira de animais onde tudo se comprava as pequenas criações e sem dinheiro trocava
Tinha boi de campinadeira, cavalo de bater esteira e roupa que vaqueiro usava
Tinha jumento, cangalha tinha ferreiro, fornalha era tanta parafernalha que já não existem mais
Foi uma época inocente de um povo tão decente sem maldade no coração
Tempos que sonho em rever terra que me viu nascer te amo es minha paixão.

EMANOEL CARVALHO

25/07/2012

domingo, 22 de julho de 2012

APELO

Só conhece e respeita a natureza quem convive com ela todo o dia
Só quem rega, cultiva com alegria, quem conversa e acarinha a plantação
Quem combate a praga aduba o chão quem faz mudas garante a produção
Ama o solo respeita seus limites preservando as suas criações
Não ocupa o espaço reservado onde abrigam florestas e animais
Não deixam menbros da fauna se extinguirem nem tão pouco espécies florestais
Quem não ama e respeita a natureza de amar o semelhante é incapaz.

EMANOEL CARVALHO
22/07/21012

domingo, 24 de junho de 2012

FLOR

Lá do meio do sertão eu resgatei uma flor
Que era tímida, mau tratada em seus olhos vi a dor
Mas logo me apaixonei lhe dei carinho e amor
Não é uma flor cultivada dessas que brotam do chão
É uma flor de quatro patas com a mais bela perfeição
Mas era torturada sofria de rejeição
É uma flor delicada, uma criança inocente
Pelos seus gestos se via que era muito carente
Então para seu batismo me veio a ´flor` na mente

EMANOEL CARVALHO
24/06/2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

AMANHECEU

Nossa casa tem alegria quando o sol penetra nela
Abra a janela querida e sinta o frescor do dia
Sinta o vento que assovia refrescando o corpo seu
Sinta o aroma das flores e as aves por cortesia
Nos cães vaja a alegria nas plantas o verde que encanta
Na ausencia desse poeta o seu retorno a esperança.

EMANOEL CARVALHO
21/06/2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SONHO

Eu vi a mata secando cheiro de fumaça e cinza
Eu vi a terra ferida humanos mudando o clima
Eu vi um arado gigante rasgando o chão sem piedade
Vi água invadir cidades vi naçoes em agonia
Vi terras que produziam nem com adubo dar capim
Vi mar e maré subir engolir nações inteiras
Eu vi larvas de vulcões descer que nem cachoeiras
Eu vi a terra tremer rachando igual a madeira
Vi o sol se aproximando foi a visão derradeira.

EMANOEL CARVALHO


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  1. 13/06/2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

                           CANTRASTE
          
Rouxinou  faz alvorada sainhassu vem todo dia
Os bem-te-vis acompanham completando a melodia
Começam as quatro horas descansam ao final do dia
Todos cantam livremente sem por ninguem ser agredido
Pois aqui eu tenho abrigo pra todo animal que voa
Tenho água farta arvoredos espaço e comida boa
Entra dia finda dia só a noite ouço gemidos
Dos viventes sem sossego ou dos entes perseguidos
Da perturbação urbana e dos meus cães o aviso

EMANOEL CARVALHO
07/06/2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

AINDA VIVO

Quando o pé de rosa-prata parar sua floração
Quando a espada de são jorge não estiver fincada no chão
Quando o jasmim-laranja seu perfume não espalhar
Quando o hibisco vermelho perder a cor e muchar
Quando o velho cajueiro de abandono cair
Quando faltar em meu quintal a rosa de bugari
Quando o pau-brasil muchar e o flamboynt não florir
Quando não existir nove-horas, mirra,orquideas,alecrim
Quando o mandacaru deixar de se exibir
Quando os meus cães de tristreza avançar e não latir
Quando chamares meu nome verás que mudei dali.

EMANOEL CARVALHO

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03/05/2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

REFLEXÃO

Nem todo riacho é cheio, nem rio é eterno
Nem toda nascente vive, nem todo ano é inverno
Nem tudo que brota vinga, nem toda roseira floresce
Nem tudo que plantam nasce, nem toda lavoura cresce
Nem toda água é pura, nem todo calor aquece
Nem toda lua agrada, nem todo sol aparece
Nem todo dia é claro, nem toda noite escurece
Nem toda fruta é doce, nem todo amargo emagrece
Nem todo animal agrada, nem todo humano agradece

EMANOEL CARVALHO
30/04/2012

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terça-feira, 24 de abril de 2012

BOSQUE PARQUE DAS DUNAS

Aqui não sou perturbado o meu ser tem alegria
Aqui se ver a semente que caiu brotar no chão
Aqui a folhagem caida aduba a plantação
Aqui as aves repousam e fazem a reflorestação
Aqui tem paz tem sossego seja de noite ou de dia
Aqui se lava o espírito despolui o coração
Aqui não tem fantasias mas é um reino encantado
Aqui é um lugar sagrado que completa minha metade
Aqui é o ambiente que o espírito se faz presente
Aqui é paz é alegria aqui fui rei por um dia.

EMANOEL CARVALHO
24/04/2012

sábado, 21 de abril de 2012

REFUGIO

Uma manhã sem ter brigas uma tarde sem discussão
Uma manhã sem  intrigas uma tarde sem afobação
Uma manhã sem lamentos uma tarde sem rejeição
Uma manhã doce e bela uma tarde eu e ela
Uma manhã sem mazelas uma tarde de animação

Uma manhã que me inspira debaixo da sucupira
Uma manhã que me tira da mente a inspiração
Uma manhã de pureza só eu e a natureza
Uma manhã de riqueza uma tarde de serenata
Uma manhã lá na mata ouço e vejo a passarada
Cantando de revoada saudando meu coração

Uma manhã refugiado dentro do bosque eu me encanto
Aqui não escuto prantos nem vejo desunião
Aqui eu me fortifico para mim tudo é bonito até folhas secas no chão
Aqui é o alimento da alma e do coração
Aqui só se ver beleza só eu e a natureza e o rei da criação.

sábado, 7 de abril de 2012

AMANHÃ

Amanhã acorde cedo quando ouvir a voz do galo
Corte capim pra o cavalo e desleite o gado ligeiro
Organize o celeiro selecione a semente
Que a natureza não mente vem fartura o ano inteiro
No roçado plante o milho juntamente com o feijão
Faça uma limpeza sempre depois roçe o algodão
Zele bem o seu burrico pra colher a produção.
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EMANOEL CARVALHO

07/04/2012

domingo, 25 de março de 2012

VESTÍGIOS

                  
O meu verso é igual luz de lamparina que ilumina tão pouco voce sabe
Me criei entre o sítio e a cidade em contato entre academicos e vaqueiros
Entre gente que conhece o mundo inteiro, só do sertão tenho pouco conhecimento
Andei muito em lombo de jumento, fiz cavalo de pau de marmeleiro
Toda tarde eu sentava no terreiro pra ouvir o cantar da passarada
De manhã o meu lanche era qualhada e na escola um leite de rótulo estrangeiro
Andei muito no mato sem destino admirando a grandeza do criador
Tomei banho de rio sem calor só pra sentir das águas seus carinhos
Retornando em veredas eu caminho com o consciente recheado de belezas
Então volto pra casa com a certeza que outo dia voltarei a este destino.

EMANOEL CARVALHO
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25/03/2012            

domingo, 19 de fevereiro de 2012

EU E A NATUREZA

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No pico  verde da serra um solitário descansa
Revivendo em lembranças o futuro do ambiente
Entre espinhos e sementes que a natureza cultiva
Daquela mata nativa pelo homem ameaçada
E pensativo interroga será que outras gerações
Manterão as tradições sem modificar a paisagem?
Deixará cada vereda,cada árvore,cada ninho
Não desmontando os caminhos nem expulsando do habitar
Os seres que vivem lá e dependem desse lugar pra sua sobrevivencia
Esquecemos a ciência e a tecnologia deixem que a mata cria
Sem precisar de incentivo todos os seus seres vivos os animais e as plantas
Mas lá embaixo descansa o predador que ignora
Onde os pássaros descansam,onde rastejam lagartos e onde o preá mora.


EMANOEL CARVALHO       19/02/2012