sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MISTÉRIOS DA NATUREZA

A ciência da natureza nenhum ser sabe explicar
Uma nuvem tão pequena, tanta áqua acumular
Um raio rasga no meio derrama áqua em barreiro de um boi se atolar

Uma enchente empurar peso que um trem não possa empurrar
Mesmo ela sendo pequena o que tem na frente ela leva
Joga no acero do mato e a sobra pro mar entrega

Duas coisas que admiro são o raio e o trovão
O raio torando a nuvem provocando a explosão
Assustando os animais e animando o sertão

Outra coisa que me encanta é ver a caatinga seca
Com uma ou duas chuvadas despertar tanta beleza
Se veste de flores e verde encantando a natureza.

EMANOEL CARVALHO
30/12/2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

SERTÃO QUE EU AMO

Onde se ve a serrania o monte de verde vestido
Parecendo um paraíso em tempos de invernada
Áqua formando cascata rios quebrando barreiras
Logo nas chuvas primeiras levantando cachoeiras

Onde se ve o vaqueiro pela luta destemido
Entrar no mato vestido de guarda-peito e gibão
Chapeu de couro e espora a luta crua ignora
Mas o rebanho controla e traz de volta ao patrão

Onde se ve trovoada quando o sertão está chovendo
Raios clareando a niote e expondo o firmamento
Gado no curral se assusta o bode berra assombrado
Mas é alegria para quem está de casa pra o roçado

Onde uma rede estendida na varanda  do roçeiro
Descança olhando a lavoura o velho que ali habita
Esperando que a formiga não estrague a plantação
Pulveriza e acredita numa boa produção

É esse o cenário visto pra quem vive no nsertão
Inverno bom e fartura gado rolando no chão
O sertanejo em alegria agradece todo dia
Ao pai da criaçao.

EMANOEL CARVALHO





video
23/12/2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

A FLORESTA

 Protegido pela lua banhado no rio corrente
Amanhece de repente e na floresta me escondo
Observando a floresta onde canta o sabiá o jurití o canário
Bem cedo vem despertar o sono do protetor
Do imaginário vigia que sonha de noite a dia
Repetir esse cenário de paz amor e alegria

A floresta tem mistérios que ninguem vai entender
Plantas que curam os males mas que podem perecer
Rios que parecem calmos mas não se deixam deter
Arvores que parecem fortes mas podem enfraquecer
Tudo depende do zelo de quem explora o ambiente
Pode ser para o bem ou destruindo vertentes

Há segredos invisiveis que só os sábios conhecem
Se alguem desobedece pode cair em armadilhas
Um espinho uma forquilha os dentes de uma serpente
Um animal enfurecido ataca qualquer vivente
Zele a mata e cuidado onde seus pés são plantados
Sempre conheça o espaço sem maltratar o ambiente

EMANOEL CARVALHO
18/12/2011

DESASTRE ECOLÓGICO

N0 Amazonia tem projetros pra contrução de usinas
Sem se importar com o clima e o impacto causado
Toda a área inundada causara grande desastre
Juntamos as mãos faça parte procurando evitar
Que a fauna perca o habitar com a mata devastada
Tudo pode ser evitado com a tecnologia
Luz solar gera energia mas as uzinas enriquecem
As empresas que fornecem o desastre na ecologia.

EMANOEL CARVALHO
18/12/2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

SABEDORIA

No sertão que fui criado vi muita sabedoria
As rezadeiras curarem males que nos abatiam
Curavam ventre caido dor de cabeça e ouvido
Usando ramos ou rosários e galhos por elas ungidos
Usavam sal áqua benta para cada paciente
E durante a oração não cruzar os pes nem as maos

Também vivenciei sábios no rumo da ventania
Na posição das estrelas ou na nuvem que corria
Na folhagem do arvoredo na vereda da formiga
Ou na áqua da bacia prevendo seca ou inverno
Quase sempre era certo tudo que eles previam
Acerava a roça e brocava esperando que a chuva vinha

Vi roubar santo de igreja são jose o preferido
Pra forçar a nuvem se abrir e derramar todo líquido
Depois de iniciar o inverno vinha o santo em procissão
Agradecendo a promessa de fartura no sertão
São crenças que se acabaram e nunca mais voltarão

Poesia dedicada ao sábio e poeta Hipolito Batalha
EMANOEL CARVALHO

17/12/2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O RIO

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Nasci na cidade chamada São Miguel situada na serra do camará
Pro rio de Encanto vem água de lá com seus afluentes não tem paradeiro
Em várias cidades ele passa ligeiro levando bagaço abrindo barreira
Rebentando cerca arrastando madeira seguindo o roteiro desagua no mar

EMANOEL CARVALHO

06/12/2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DEVASTAÇÃO

 Se a nação não agir o povo não reclamar
A mata vai se acabar e a fauna desaparece
Pois a cada dia cresce queimada e desmatamento
Sobra pasto falta alimento e ninguém se compadece
Quando o homem não destrói vem a praga e corroi
O pouca que ainda resta
E ainda fazem festa no são joão queimam madeira
No sertão a aroeira quase que desaparece
Nessa guerra só quem perde é a própria natureza
Vai faltar feijão na mesa e o povo não desperta
Que desmatando a floresta os rios desaparecem
Todo planeta se aquece e pouco pra o humano resta.

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EMANOEL CARVALHO


05/12/2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

SAPO

Na enchente o sapo boi na casca do pau faz uma canoa
Desliza macio desvia os perigos pára na lagoa
Pula para a margem para acasalar e logo se escuta o seu croachar
Migra pra cidade aonde devora mosquitos e bezouros que a luz atrai
É um predador que controla os insetos mas é maltratado aonde ele vai
É tido como agouro usado em bruxaria é discriminado mas tem serventia
É um animal que eu adimiro por minha vontade o conservaria

Já criei um sapo dentro da minha casa

EMANOEL CARVALHO

03/12/2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CIDADE

Da mata sinto saudades do verde só tenho lembrança
Aqui a cidade me cansa mas dela é que sobrevivo
Aqui eu vivo cativo esperando retornar
Pra meu setão meu lugar que por anos me acolheu
Estando seco ou verde tem belezas pra mostrar
Tem áqua tem alegria tem forró tem cantoria
Tem rio pra banho e pescar tem angico xique-xique
Tem juazeiro umbuzeiro marmeleiro sabiá
Tem fauna de invejar qualquer outra região
Tem jurití tem marreca tem canário tem cancão
Tem animais que rastejam de espécies variadas
E tem a minha saudade que será realizada

EMANOEL CARVALHO
02/12/2011

AROEIRA

          O machado assustador quando atinge a madeira
          Desce a ceiva como lagrimas do tronco da aroeira
          Como pedindo piedade numa súplica derradeira
          Aroeira por ser forte ara muito utilizada
          Pra construção e pra poste que iluminava as cidades
          Porém depois do concreto usavam para carvão
          Hoje quase não se ver aroeira no sertão.
    
            EMANOEL CARVALHO
            02/12/2011